Bíblia - Revelação Especial de Deus

sexta, 14 de julho de 2017 às 15:35

 

O Apóstolo Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus, portanto, é a própria Palavra de Deus. Ela não contém erro, é verdadeira e infalível.

As verdades nela contida são inabaláveis, nos vários aspectos de sua abordagem, como a salvação, os valores éticos e morais, no contexto histórico nela descrito.

O Salmo 119 salienta o maravilhoso conteúdo das Escrituras. Por isso, negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras é desprezar o testemunho do próprio Jesus Cristo (Mt 5.18; 15.3-6; Lc 16.17; 24.25-27, 44, 45; Jo 10.35); do Espírito Santo (Jo 15.26; 16.13; 1Co 2.12-13; 1Tm 4.1) e dos apóstolos 1Tm 3.16; 2Pe 1.20-21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é depreciar sua autoridade divina.

A inspirada Palavra de Deus é a expressão do caráter de Deus, por isso ela tem o poder de Deus para transmitir sabedoria e vida espiritual, através da fé em Cristo, a todos aqueles que se dispõe a ler e estudá-la cuidadosamente os seus preceitos, e, portanto, é apta para transformar todos os seres humanos no seu caráter.

Quando lemos as Escrituras, tomamos conhecimento das manifestações de Deus nas relações com o ser humano e também com toda a Criação (Sl 19.1). Deus revelou-se na Bíblia através de Seus mensageiros, encarregados de transmitir às pessoas aquilo que d’Ele recebera, de maneira direta, como na dádiva dos dez mandamentos; em discurso indireto, através de seus profetas e de outros escritores da Bíblia, como poetas, historiadores e apóstolos (Hb 1.1-2).

A vontade e os propósitos do nosso Deus para cada ser criado, especialmente o ser humano, encontram-se registrados nas Escrituras, à disposição de todas as pessoas.

Também esse motivo, ela é a Palavra de Deus inspirada. Nela encontramos a revelação de Deus a Abrão (Gn 12.1-2).

Para entender as Escrituras, como o Livro da revelação especial de Deus, precisamos ser iluminados pelo Espírito Santo. Por isso, é importante orar antes de ler a Bíblia com base no Salmo 119.18. Iluminação é uma capacitação do Espírito Santo que nos possibilita entender o que Deus quer nos dizer por meio dos registros sagrados (Jo 14.16-17, 25-26). O objetivo da iluminação é o entendimento das Escrituras, o conhecimento da revelação de Deus ao ser humano.

O apóstolo Paulo, compreendendo a importância dessa obra do Espírito de Deus na vida do crente, ora assim pelos irmãos de Éfeso:

"Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos"
Efésios 1:18

Se não compreendemos as Escrituras, erramos!

"Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus
Mateus 22:29

 Os apóstolos Paulo e Pedro (2 Tm 3.16 e 2 Pe 1.20-21) falam a respeito do caráter peculiar e divino das Escrituras. Paulo fala de sua Inspiração, e isso significa que Deus, através do Espírito Santo, influenciou a mente dos escritores para que a registrasse nos limites de Sua vontade, sem que afetasse a revelação. Assim a Inspiração é um poder divino dado ao escritor.

Encontramos na Bíblia dois tipos principais de inspiração divina: Inspiração Verbal - em que o escritor a registrou como se Deus a tivesse ditado, exemplo nos dez mandamentos, e a mente inspirada do escritor; e Inspiração do Pensamento – em que permanecem os traços pessoais, de personalidade e de cultura, daquele que recebeu a revelação de Deus, de modo que também ficasse explicito os elementos essenciais da vontade de Deus.

A Inspiração Divina deu à Bíblia seu diferencial, que a tornou de fato um livro incomum, sagrado, onde se encontra a revelação especial de Deus aos seres humanos. É a Inspiração das Escrituras que garante sua especialidade.  Por causa da Inspiração divina, Deus é co-Redator da Bíblia, pelo Seu Espírito Santo. Mas ela não é obra puramente humana, nem puramente divina. Seu lado humano pertence à forma de seus registros: a linguagem oral e a escrita, a personalidade e o nível cultural do escritor, respeitados por Deus na hora da entrega da mensagem. A mensagem da Bíblia é o seu lado divino da inspiração. Assim, sem prejuízo da intenção divina, cada escritor registrou os dados inspirados – mensagem divina – dentro de suas condições sócio-culturais. O Salmo 44.1 demonstra isso: Ó Deus, nós ouvimos com nossos ouvidos, e nossos pais nos tem contado os feitos que realizaste em seus dias, nos tempos da antiguidade”. E para que a essência da Palavra de Deus não se perdesse no tempo, o próprio Deus mandou que fosse escrita (Ex 17.14; Dt 3.24; Jr 30.2; Jr 51.60; Ap 1.11; Js 24.26). Daí a sua essência divina que manteve a coerência de sua escrita, o que a mantém sempre atual em todas as épocas.

A Doutrina da Inspiração das Escrituras está abalizada no que disse Jesus Cristo a respeito dela:

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim"
João 5:39

Quanto aos livros do Novo Testamento que seriam escritos Jesus disse por que eles seriam normativos: “Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar-se de tudo quanto eu vos tenho dito” (Jo 14.26; Hb 1.1-2). Aqui, Inspiração é lembrança, reminiscência, e ajuda-nos a entender um dos modos pelos quais o Espírito Santo agiu quando o autor humano da Bíblia registrou o que viu, ouviu ou pensou.

Assim a Bíblia foi produzida para atingir objetivos bem específicos:

  • O propósito de Deus era fazer dos Patriarcas: uma grande nação (Gn 12.2; 35.11);
     
  • Deus teve o propósito de fazer de Israel um povo missionário (Gn 18.18);
     
  • Jesus deu à igreja a mesma tarefa de proclamar o Evangelho, chamando os pecadores ao arrependimento, levando-os à salvação (Mt 28.20; I Pe 2.9-10); instruindo os convertidos, a fim de que se pareçam cada vez mais com Jesus (Mt 28.20; Tt 2.11; Ef 4.11-13; Gl 4.19); Que os membros da Igreja sejam servos e promovam nesse mundo a glória de Deus; e vivam em comunhão com seus irmãos (Jo 17.21-23; At 2.42-47) e adorem ao Senhor em espírito e em verdade (Jo 4.23).
     
  • Deus tem um propósito em cada pessoa salva: que seja nova criatura, sal da terra e luz do mundo, que cada um viva dentro de Sua agradável, perfeita e santa vontade e, por fim, que esteja pronta para estar para sempre com Cristo (Mt 5.13; 5.14; Rm 12.1-2; Jo 14.1-3; Fl 1.23). Assim, igreja é agente divina para restabelecer o equilíbrio deste mundo perturbado pela ação do  maligno.

CONCLUSÃO: 

1. O grande objetivo da revelação é para a nossa experiência com Deus. A revelação divina não é apenas intelectiva, mas experimental. O Deus da Bíblia é pessoal, gosta de conversar com o ser humano e andar com ele (Gn 5.22-24). 

2. Nosso conhecimento de que a Bíblia é um livro inspirado deve determinar o modo como devemos lidar com ela: crendo em suas verdades e com reverência tal que seus princípios possam ser personalizados, a fim de que nos pareçamos cada vez mais com Jesus Cristo.

3. Que o conhecimento dos propósitos de Deus possa mudar o estilo de vida de cada cristão. E que sejam conhecidos pela comunhão com Deus e exaltação da Verdade.

4. O apóstolo João diz que se tudo o que Jesus fez e ensinou fosse escrito, não haveria mesmo no mundo inteiro espaço suficiente para contê-los (Jo 21.25). A Bíblia também mostra que muitos dos livros escritos não chegaram até nós (1 Cr 29.29; 2 Cr 9.29; Cl 4.16, etc.). A própria Bíblia sustenta a sua suficiência.

5. Em Rm 15.4 está escrito: “Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança”. E em 1 Co 10.11, está escrito: “Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”. Assim, a Bíblia é fonte inesgotável de conhecimento “porque o Senhor dá a sabedoria e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento” (Pv 2.6). (Apostila – 01, p. 4)

 

"As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em forno de barro, purificada sete vezes"
Salmos 12:6

 

Jesus advertiu: “ERRAIS, NÃO CONHECENDO AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS”. (Mt 22.29). “E CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ” (Jo 8.32).

Assim a Palavra de Deus deve ser recebida, crida e obedecida como autoridade suprema em todos os assuntos ligados à vida piedosa (Mt 5.17-19);  Jo 14.21; 15.10; 2 Tm 3.15-16). 

 

 

Valdely Cardoso de Brito

Por: Admin