Que Dor sem igual - parte 1

quinta, 13 de abril de 2017 às 11:54

Alguns estudiosos ousaram desbravar com empenho e minúcia as experiências vividas por Jesus na crucificação, desde a sua oração no Jardim do Getsêmani até a sua ressurreição, ao terceiro dia!

Vamos dar destaque ao estudo elaborado por um médico francês, Dr. Pierre Barbet, e vamos comentar cada passagem:

1. NO GETSÊMANI (Lucas 22.44)

“Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relato o fato é um médico, Lucas. E o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo, é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.

O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pela e então escorre por todo o corpo até a terra.”

Há quem duvide da humanidade de Jesus! Vemos, diante do que a Palavra de Deus nos diz e pelo que lemos nesse estudo, que o nosso Senhor passou por tremenda agonia e desespero. Ele mesmo diz ao Pai que afastasse aquele sacrifício, se fosse possível. Mesmo Jesus sabendo todo o resultado e vindo a essa Terra com esse objetivo maior, por um momento o seu coração temeu tamanho sofrimento. Mas Ele foi fiel àquilo que Ele é e Àquele que O enviou!

Jesus é um exemplo maravilhoso a nós, que desistimos dos nossos objetivos, sonhos, chamado e até da vida por pequenas coisas e tribulações! Vamos amar a Deus e lutar pelo que Deus nos deu, pois Ele mesmo nos assegura que tudo cooperará para o nosso bem. Independente das nossas limitações, Ele é o Autor e Consumador da nossa fé! No que temos crido ou alimentado a nossa fé? O que pensamos condiciona o que iremos viver! Pense grande!

2. A FLAGELAÇÃO E A COROA DE ESPINHOS (Lucas 23.1-25, João 19.1-17)

“Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio.

A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças de esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois, o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).”

Pilatos fica perplexo diante da maldade daqueles que pedem a crucificação infundada de Jesus, mas ele cede por medo, já que o povo estava revoltoso e esbravejava. O seu poder estava ameaçado! Aqui vemos um exemplo do que não fazer: mesmo vendo que as acusações eram infundadas e que Jesus não lhe causava ameaça, Pilatos cedeu àqueles que atormentavam a eficácia do seu governo. Quantas vezes fizemos o que dava certo, colocamos ‘panos quentes’ sobre situações conflituosas e não defendemos a verdade apenas para não desafiar a maioria ou criar inimizades com pessoas influentes? Sabemos que tudo aquilo cooperou para o plano de Deus, mas já se imaginou passar por tamanha injustiça ou ser parte dela? Que seja parte do nosso caráter moldado por Cristo sermos aliançados com a Verdade, e que ela se aplique em todas as situações da nossa vida!

3. A CAMINHADA ATÉ O CALVÁRIO (Lucas 23.26-32)

“Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado á multidão feroz, o entrega para ser crucificado.

Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns 50 quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega e lhe esfola o dorso.

Finalmente, para ganhar tempo, os soldados escolhem um homem na multidão, Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a estaca sobre suas costas, para que a levasse após Jesus.”

Aquele percurso intensificou as grandes dores e a fadiga de Jesus! É algo cruel e disso ninguém pode duvidar! E eu vejo, particularmente, que a proposta de ensinamento nessa passagem, onde Simão o ajuda a seguir esse caminho doloroso carregando a cruz, é nos abrir a mente para aquilo que Ele tem para nós: um caminho difícil, mas ao lado do Salvador! Algo recíproco: Jesus nos propõe levarmos a nossa cruz, mas Ele não se afasta desse processo. Pelo contrário, Ele leva conosco, para que o fardo seja leve e o julgo seja suave. O jugo que Jesus coloca sobre nós, Ele mesmo providencia a Sua força para carregar.

Confira as partes 2 e 3 na área de estudos.

 

 

Camila Bianchi

Por: Admin