Batismo nas Águas

terça, 08 de setembro de 2015 às 17:46

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O BATISMO.

“Não roubo, não mato, não faço coisas erradas. Será que eu também preciso me batizar?” Quando Jesus completou trinta anos de idade, foi até o Rio Jordão para que João Batista O batizasse. João se recusava, dizendo que ele é quem precisava ser batizado por Jesus. O Senhor insistiu e disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda Justiça” (Mt 3:15). Jesus mostrou que não há ser humano na face da Terra, por melhor que seja, que não precisa batizar-se. O Batismo é uma exigência da Justiça de Deus. Toda pessoa adulta que parte deste mundo sem se batizar, parte sem cumprir toda a Justiça de Deus. “Mas eu já fui batizado quando era nenê”. Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo”. Ele não disse apenas “Quem for batizado” mas “Quem crer e for batizado”. Note que primeiro a pessoa precisa crer, para depois se batizar. Um recém-nascido não possui a capacidade de crer, nem tem pecados para se arrepender. O batismo de bebês não existe no Evangelho e nunca foi ordenado por Jesus ou praticado pelos apóstolos. O argumento de que “se a criança falecer sem batizar, morre pagã e vai para o limbo” não tem respaldo e ainda contraria a Palavra de Deus. Jesus disse: “das criancinhas é o Reino de Deus” (Mc 10:14). Somente depois de adulta, sabendo a diferença entre o Bem e o Mal, tendo a capacidade de crer e se arrepender, é que uma pessoa pode ser batizada.

“O que representa o Batismo nas águas?”

1. Novo Nascimento. Cristo chamou esta experiência sobrenatural de Novo Nascimento, através da Água e do Espírito (Jo 3:1-18). É tão impressionante a transformação moral, espiritual e física que o Evangelho e o Espírito Santo imprimem na vida de quem crê, que a pessoa não apenas passa a usufruir um novo estilo de vida, mas, verdadeiramente, nasce de novo, como filha de Deus (Jo 1:12). Externamente, até parece a mesma pessoa. Mas, interiormente, é uma nova criatura. O Batismo é um divisor de águas entre a velha e a nova vida: quando a pessoa se batiza está deixando a velha vida no mundo para viver uma nova vida no Reino de Deus. Sendo Jesus a “Primícia” em tudo, com Ele não foi diferente: após o Seu batismo nas águas, deixou a velha vida de carpinteiro em Nazaré para viver a Sua Nova Vida como Filho de Deus.

2. Funeral do nosso velho Ser. Ora, quem nasce de novo precisa sepultar a velha criatura. O batismo nas águas é este funeral. O apóstolo Paulo comparou o Batismo a um sepultamento, seguido de uma nova vida ressurreta: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela Glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6:3-4). Ao entrar na água, a velha criatura está sendo sepultada com Cristo.

3. Ressurreição com Cristo. Ao sair da água, a pessoa está ressuscitando com Ele, para viver em novidade de vida e nunca mais morrer.

4. Lavagem de pecados perdoados. O Batismo nas Águas também representa a lavagem de pecados perdoados pelo sacrifício de Jesus. Ananias disse ao recém-convertido Saulo: “E, agora, por que te deténs? Levanta-te e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o Nome do Senhor” (At 22:16).

“Por aspersão ou por imersão?” Quando Jesus foi batizado no Rio Jordão, está escrito que “batizado Jesus, saiu logo da água” (Mt 3:16a). É óbvio, mas precisa ser comentado: se Jesus saiu da água é porque estava dentro. Depois do Jordão, o Evangelho diz que João Batista foi batizar em Enom “porque havia ali muitas águas; e o povo ia e se batizava” (Jo 3:23). Enom é uma palavra grega de origem aramaica que quer dizer “fontes”. Tanto no princípio do Batismo no Rio Jordão, como em Enom, o Batismo só acontece onde há “muitas águas”. Um batismo feito em pias, ou com canequinhas, não condiz com o Batismo do Evangelho. Fosse assim, João não precisaria ter ido a “Enom”, às “fontes”. Bastaria andar pelo país, com um balde de água e uma caneca na mão... Ademais, como um dos significados do Batismo é “lavar” (At 22:16), é claro que ninguém se lava com algumas gotinhas ou com uma canequinha. Pode até tentar, mas não fica limpo. E temos também o testemunho etimológico: todos os dicionários bíblicos, inclusive o Catholic Dictionary, e até os seculares, como o Aurélio, concordam que a palavra “batismo” vem do grego baptismós, e quer dizer “imersão”. Em latim, a palavra é baptismu e também quer dizer “imersão”. Traduzindo a ordem de Jesus, Ele disse: “Quem crer e for imergido será salvo”. Para confirmar a prática da imersão do batizando, vamos reler o texto do apóstolo Paulo que compara o Batismo a um sepultamento: “Fomos, pois, sepultados com Ele pelo batismo na morte” (Rm 6:4a). Assim como nenhum cadáver pode ser considerado sepultado com apenas um pouquinho de terra na testa, do mesmo modo ninguém pode ser considerado “sepultado pelo Batismo” com um pouquinho de água na fronte.

“O que me impede de ser batizado?” Um dia, o diácono Filipe subiu numa carruagem e pregou o Evangelho a um homem rico, ministro da Fazenda da Etiópia, durante uma curta viagem. E o homem creu. Antes que Filipe descesse da carruagem, o etíope viu água e disse a Filipe: “Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou” (At 8:36-38).

“Quanto tempo devo esperar antes de me batizar?” No início da comunidade cristã, as pessoas criam e se batizavam no mesmo dia. Quando Pedro pregou às multidões pela primeira vez, o livro de Atos diz: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas” (At 2:41). Ou seja, no mesmo dia em que aquelas três mil pessoas ouviram o Evangelho pela primeira vez, foram batizadas pelos apóstolos. Algumas pessoas adiam o Batismo, achando que precisam conhecer melhor a Bíblia. É claro que é muito bom e proveitoso estudar as Escrituras – e é isto o que nós estamos fazendo aqui – mas a única exigência que Jesus fez para a pessoa se batizar é esta: crer, não só na Bíblia, mas no seu Autor! Porque “quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16:16a). A profundidade nas Escrituras virá com o tempo, e a pessoa batizada contará, inclusive, com a ajuda do Espírito Santo, que, além de ensinar e guiar, poderá acrescentar os dons da sabedoria e da ciência (Jo 16:13-14, I Co 12:8-11).

“E quanto à minha vida pessoal, familiar, sentimental e profissional?” Quando Jesus conversou com a mulher samaritana, deixou bem claro que a Salvação é Dom – Presente – de Deus. E mesmo sabendo secretamente da sua tumultuada vida conjugal, Jesus ofereceu a ela e ao seu consorte a Água Viva (Jo 4:10). Igualmente, o batismo de três mil pessoas, no mesmo dia, jamais permitiria que os apóstolos entrevistassem as pessoas, uma por uma, sobre suas vidas particulares, familiares, conjugais ou profissionais. Isso inviabilizaria tamanho batismo naquele mesmo dia. E nem haveria por que fazer isso. Jesus jamais deu tal instrução. O único requisito que o Senhor exige para a pessoa se batizar é “crer”. A santificação é necessária, mas é um processo posterior, a cargo do Espírito Santo, que sempre convencerá a pessoa “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8). Se a pessoa esperar “virar santa” para depois se batizar, nunca atingirá seu objetivo e morrerá sem se batizar. Jesus não veio para os “santos”. Ele mesmo disse: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores ao arrependimento” (Mt 9:13b).

Você não pode perder a oportunidade de participar do Grande Batismo nas Águas, em todas as Sedes Estaduais da Paz e Vida. Será neste sábado, 12/09, a partir das 14h.

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Por Daniela Porto

Por: Admin